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Raspberry Pi Pico? Éhh... essa pode competir com o Arduino.

Uma grande barreira que as vezes as outras placas Raspberry Pi tem é requerer um conhecimento razoável de Linux para aproveitar tudo que a placa pode oferecer.

Essas placas com Linux embarcado sempre me pareceram com mais aderência no público que conhece um pouco de Linux, gosta de seus recursos, mas quer montar algum hardware.

Parece que agora algumas coisas vão mudar. A Raspberry lançou a Pico que é uma versão que pode até executar scripts em Python.

A placa se baseia num microcontrolador criado pela própria Raspberry Pi! Estamos falando do RP2040.


O nome tem uma lógica


Vale dizer que esse Dual-core é à 133 MHz que dá um processamento legal para muita coisa, processamento digital de sinais, machine learning, internet-das-coisas e uma infinidade. E também que apesar de não possuir memória de programa para o usuário, a placa possui uma memória de 2 MB conectada. Essa placa está com bastante documentação e bibliotecas para utilização com C/C++ e MicroPython. Ou seja, ela pode rodar scripts em Python.


Quem sabe um pouco mais a fundo que executar Python não é muito facil para um sistema microcontrolado qualquer. No caso dessa placa, ela possui recursos que dão um empurrãozinho na execução. Por exemplo, possui operações nativas com pontos flutuantes, ou seja, trabalha com cálculos decimais mais facilmente que muitos dos Arduinos.


Ou seja, se propõe muito fácil de utilizar e tem um bom processamento.


Algo que interessa principalmente a galerinha de hardware são as especificações:


  • Dimensões 21 mm × 51 mm

  • Microcontrolador RP2040

  • Dual-core Arm Cortex-M0+ processor, com clock configurável até 133 MHz

  • 264 kB de SRAM

  • 2 MB de Flash na placa

  • 26 entradas e saídas

  • 3 entradas analógicas de 12 bits até 500 ksps

  • 2 × UART, 2 × SPI, 2 × I2C e 16 × canais PWM

  • 1 × USB 1.1 que pode ser host ou device

  • Alimentação entre 1.8–5.5V DC

  • Modos de baixo consumo (low-power)

  • RTC

  • Sensor de temperatura

Uma funcionalidade interessante é a programação por drag-and-drop. Nesse caso, é criado uma unidade de armazenamento no computador e basta arrastar os arquivos lá para dentro que a placa é programada.


Um pouquinho mais de eletrônica, com a pinagem da placa:

Eu fiquei empolgado para fazer um pisca-led com a essa plaquinha que no Brasil custa aproximadamente 50 reais.


Num próximo artigo, vamos analisar todos os circuitos presentes na placa. Te coisa legal nela que outras não tem.


Gostaria de saber mais sobre a Raspberry Pi Pico?


Será que é melhor comprar um Arduino ou ela? Me diz sua opnião nos comentários.

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