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Como organizo minhas bibliotecas do KiCAD

Esse é um processo que requer algumas tentativas e erros para chegar numa forma satisfatória e envolve conhecer a estrutura de arquivos do KiCAD e um pouco sobre SVN ou Git.


Estou aqui para mostrar como estou organizando minhas pastas e arquivos de biblioteca .


Organização de projetos é o que separa dois mundos, o profissional e o amador.

Se quiser saber mais sobre SVN fiz aqui um guia de início com o SVN.


A estrutura de pastas


Eu crio um repositório para as bibliotecas seguindo uma padrão de pastas, são 5 diretórios base:

  • 3d - contendo os arquivos 3D para visualização dos componentes da placa

  • datasheet - onde coloco todos os datasheets juntos

  • fp - onde ficam os footprints

  • sym - onde coloco todas as bibliotecas de símbolos

  • template - que contém template para a folha dos projetos do KiCAD


Pasta 3d


Na pasta 3d coloco os arquivos 3D em formato step (.stp, .step, .STEP) de todos os componentes. Com algumas regras:

  1. o nome do arquivo deve ser exatamente o nome do footprint;

  2. se houver dois footprints com o mesmo arquivo step, também deve ser criado um novo arquivo step, mesmo que exatamente igual.

Como exemplo, portanto tenho arquivos com os seguintes nomes:

É possível ver arquivos que provavelmente são idênticos:


SOT23-3_BAT54CLTG1G.stp e SOT23-3_IRLM2402TRPBF.stp



Pasta datasheet


Nessa pasta coloco todos os datasheets de todos os componentes presentes nas bibliotecas de símbolos. E as regras são:

  1. os datasheets devem estar no formato pdf;

  2. o nome dos arquivos é o fabricante seguido do partnumber geral. Ou seja, o menor nome que possa identificar todos os partnumbers abrangidos por um mesmo documento;

  3. se houver mais de um datasheet ou outros documentos para o mesmo componente, crio um pasta com mesmo padrão de nomeação.

Exemplo:


Veja que o Cree_JSeries-3030.pdf engloba uma linha de LEDs da família J-3030 da Cree.





Pasta fp


A pasta fp contém a biblioteca de footprints subdividida em 5 outros diretórios:








  • graph-fp-lib.pretty - essa pasta contém todos o footprints puramente com utilidades de gráfica (símbolos, logotipos, etc). Todos eles são marcados como virtual nas suas propriedades;

  • mec-fp-lib.pretty - contém todos elementos de uso mecânico (furos, estruturas, por exemplo). Esses também são todos configurados como virtual;

  • nopart-fp-lib.pretty - diz respeito a todos os footprints personalizados que tem função no circuito. São, por exemplo, pads para soldagem smd, contatos e footprints genéricos. Por não conterem um partnumber relacionado, são marcados como virtual.

  • smd-fp-lib.pretty - contém todos os footprints que possuem um partnumber e são de montagem SMT

  • thd-fp-lib.pretty - contém todos os footprints que possuem um partnumber e são de montagem through-hole

Todas as regras de nomeação são identicas para os footprints que possuem um partnumber associado. Os que são classificados como virtual não possuem nenhuma regra específica, mas tento seguir algum padrão.


A regra para o nome dos componentes smd ou thd é um nome que sirva de "apelido" para o footprint seguido de um nome geral, geralmente o partnumber. Temos como exemplo:















Pasta sym


Essa pasta contém as bibliotecas de símbolos divididas em categorias. As categorias vão de acordo com o gosto, mas eu separo desta forma:


Quanto aos detalhes de organização dos campos de cada componente vale um post só para ela.


Pasta template


Essa pasta serve simplesmente para guardar templates das folhas de esquemático e layout. O layout da folha pode mudar, dependendo do projeto, se está fazendo para si, aberto para colaboração online ou um projeto fechado para um cliente.


O uso da biblioteca


Quando eu quero utilizar essa biblioteca nos meus projetos, simplesmente crio um repositório e incluo essa biblioteca como um diretório externo dentro da pasta do meu projeto, svn:externals no SVN ou submodule sistema Git.


Ficaria algo como:

Se você não utiliza nenhum sistema de controle de versão como SVN ou Git, não há problema. O que pode ser feito é copiar colar a pasta que contem toda a biblioteca para a pasta do projeto.


Só cuidado para não se perder com tantas cópias da biblioteca. 😂 Como extra: adicione os arquivos de backup aos sistema de exclusão de versionamento, a propriedade svn:ignore no SVN ou ao arquivo .gitignore no Git. Fazer isso evita arquivos desnecessários no sistema de versionamento. Sem eles, serão menos arquivos para dar conflito.

Alguma dica? Sugestão? Conhece uma forma melhor? Deixa nos comentários.
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